{"id":188,"date":"2009-09-03T11:57:10","date_gmt":"2009-09-03T11:57:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.sp.senac.br\/hotsites\/blogs\/revistaiara\/?page_id=188"},"modified":"2015-01-21T14:58:55","modified_gmt":"2015-01-21T14:58:55","slug":"editorial-vol-2-2","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www1.sp.senac.br\/hotsites\/blogs\/revistaiara\/index.php\/editorial-vol-2-2\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Vol. 2 N\u00ba 2"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">O dossi\u00ea <em>O estilo em quest\u00e3o<\/em> apresenta artigos que analisam, sob diferentes \u00e2ngulos e perspectivas metodol\u00f3gicas, a quest\u00e3o do estilo e do estilismo industrial no campo da moda.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">No artigo que abre o dossi\u00ea: <em>O imp\u00e9rio do estilo<\/em>, Cristiane Mesquita percorre a etimologia do termo estilo, observando as transforma\u00e7\u00f5es e amplia\u00e7\u00f5es do sentido da palavra, ocorridas especialmente nos \u00faltimos 50 anos, e a import\u00e2ncia da m\u00eddia nesse processo. A autora discute tamb\u00e9m a populariza\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de estilos atrav\u00e9s de diferentes servi\u00e7os ou recursos, como: o uso de marcas; a imita\u00e7\u00e3o do estilo de vida de celebridades; o consumo dos modos de usar; e o consumo de servi\u00e7os que proporcionariam a montagem de um mosaico existencial, ou seja, de um \u201cestilo pr\u00f3prio\u201d com ajuda de profissionais, como: <em>personal trainer, personal advicer, personal shopper, personal hair stylist<\/em> e<em> personal stylist<\/em>.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">J\u00e1, Maria Lu\u00edsa Dios, em <em>Ter ou n\u00e3o ter estilo: eis a quest\u00e3o, <\/em>realiza um estudo etnogr\u00e1fico da utiliza\u00e7\u00e3o e da \u201cconceitua\u00e7\u00e3o\u201d da palavra estilo pelas revistas de moda e dos populares manuais de etiqueta que focam a quest\u00e3o do vestu\u00e1rio e das apar\u00eancias. Observando a fragilidade dos discursos propagados por tais ve\u00edculos que buscam sobre a valoriza\u00e7\u00e3o do \u201cestilo pessoal\u201d, pois, dentro das op\u00e7\u00f5es do bem-vestir difundidas pelas revistas e manuais h\u00e1 tamb\u00e9m uma r\u00edgida hierarquia das apar\u00eancias.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">Em <em>As estampas da mem\u00f3ria<\/em>, Alexandre Bergamo discute os conceitos de mem\u00f3ria e hist\u00f3ria, e apresenta uma breve reflex\u00e3o sobre as especificidades da mem\u00f3ria da moda e sua import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da moda recente. Tais discuss\u00f5es emergiram com base na observa\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de entrevistas realizadas pelo soci\u00f3logo, com importantes personagens que comp\u00f5em a hist\u00f3ria (e a mem\u00f3ria) da moda no Brasil, como Carlos Mauro (gerente de orienta\u00e7\u00e3o de estilo da Rhodia, nos anos 70-80, e professor da Faculdade Santa Marcelina nos anos 1990) e, ainda, a jornalista La\u00eds Pearson. Mais do que mapear a constitui\u00e7\u00e3o do campo da moda no Pa\u00eds, entre 1960-1990, o artigo, destaca como a estrutura hier\u00e1rquica do campo da moda se desdobra na elabora\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de seus agentes, aqui exemplificada atrav\u00e9s das diferentes percep\u00e7\u00f5es a difus\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o dos estilos propostos pelos <em>Cadernos de Tend\u00eancias<\/em>.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">Partindo de minuciosa pesquisa em fontes prim\u00e1rias, como: pe\u00e7as de roupas, acess\u00f3rios, tecidos, cart\u00f5es de visita, entre outros, o artigo <em>A marca do anjo<\/em>, de Priscila Andrade, reflete sobre a import\u00e2ncia da trajet\u00f3ria pessoal da estilista Zuzu Angel para a constitui\u00e7\u00e3o da identidade e do estilo da marca hom\u00f4nima.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">Em <em>Reflex\u00f5es sobre o tradicional e o moderno na moda pernambucana,<\/em> Meire Queiroz e Dario Brito analisam como e por que a incorpora\u00e7\u00e3o de elementos da cultura regional e popular de Pernambuco no <em>design <\/em>da moda, por sua vez, destinado \u00e0s classes m\u00e9dia e alta, come\u00e7ou a tomar\u00a0 forma a partir de meados da d\u00e9cada de 1990, observando como tal movimento opera importante reconfigura\u00e7\u00e3o de valores, pois tal camada da popula\u00e7\u00e3o passou a fazer uso de elementos visuais que antes renegava, ao mesmo tempo em que d\u00e1 origem ao que hoje caracteriza a moda e o estilo pernambucano.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">A se\u00e7\u00e3o de artigos traz textos que tratam de temas diversos, como corpo e juventude; ensino de moda e ecologia; moda e representa\u00e7\u00f5es de g\u00eanero na literatura; e a representa\u00e7\u00e3o do Brasil e da brasilidade pela moda brasileira contempor\u00e2nea. Tamb\u00e9m integra a se\u00e7\u00e3o, o artigo <em>Fantasias de carnaval,<\/em> de Alceu Penna, que re\u00fane alguns dos resultados da Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (CNPq\/PIBIC), realizada por Bruna Pinto Martins, e premiada como a melhor pesquisa da \u00e1rea de Moda, Cultura e Arte, no Congresso de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, do Centro Universit\u00e1rio Senac, em 2009.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">O espa\u00e7o Mem\u00f3ria da Moda traz, nesta edi\u00e7\u00e3o, a tradu\u00e7\u00e3o do ensaio: \u201cA evolu\u00e7\u00e3o das roupas\u201d, escrito pelo astr\u00f4nomo e matem\u00e1tico ingl\u00eas George H. Darwin (filho de Charles Darwin), em 1872.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">A imagem da capa \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de Rita Vidal, a quem agrade\u00e7o a colabora\u00e7\u00e3o.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"justify\">Gostaria de registrar um agradecimento especial \u00e0 Maria Eduarda Araujo Guimar\u00e3es, que muito colaborou para a concretiza\u00e7\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt; padding-top: 35pt;\" align=\"justify\"><strong>Nota da Editora:<\/strong> A <em>Iara<\/em> Revista de Moda, Cultura e Arte traz a partir desta edi\u00e7\u00e3o novas normas para submiss\u00e3o de trabalhos.<\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"right\"><strong>Maria Claudia Bonadio<\/strong><\/h5>\n<h5 style=\"padding-bottom: 15pt;\" align=\"right\">Editora<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dossi\u00ea O estilo em quest\u00e3o apresenta artigos que analisam, sob diferentes \u00e2ngulos e perspectivas metodol\u00f3gicas, a quest\u00e3o do estilo e do estilismo industrial no campo da moda. 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